Entender não é o mesmo que transformar: o corpo precisa viver o que a mente já sabe
- Yuri Vilarinho

- 6 de jul.
- 2 min de leitura
Vivemos em uma era em que o autoconhecimento ganhou protagonismo.
Termos como “gatilho emocional”, “trauma”, “regulação do sistema nervoso” se tornaram comuns até mesmo fora do campo terapêutico. Livros, podcasts e perfis nas redes sociais oferecem conteúdos valiosos sobre saúde mental.
Mas apesar de tanta informação, por que tantas pessoas continuam sentindo que nada muda de verdade?
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A ilusão da clareza sem transformação:
Você pode compreender racionalmente os próprios padrões.
Pode saber o que te machuca, identificar a origem de certas reações, reconhecer os ciclos repetitivos nos seus relacionamentos ou no trabalho.
Mas mesmo com tudo isso... continuar reagindo da mesma forma. Travar. Evitar. Repetir.
Essa é uma frustração comum — e profundamente compreensível.
O problema não está na falta de inteligência emocional.
Está na dissociação entre mente e corpo.
Porque o que precisa mudar, muitas vezes, não está na camada da cognição.
Está no sistema nervoso.
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O corpo ainda vive no passado:
Traumas não resolvidos, experiências não integradas e emoções não processadas continuam “atuando” mesmo quando a mente já entendeu tudo.
É por isso que o comportamento não acompanha o discurso.
Você pode dizer: — “Eu sei que não sou mais aquela criança desprotegida.”
Mas seu corpo ainda reage como se fosse.
Você pode afirmar: — “Eu entendo que não estou mais em perigo.”
Mas o seu sistema nervoso segue em alerta, na tentativa de evitar a dor.
Nesse sentido, não basta saber. É preciso viver algo novo dentro do corpo.
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O papel da psicoterapia corporal:
Na psicoterapia que integra mente e corpo, o foco não está apenas em contar histórias ou relembrar o passado.
O trabalho está em reorganizar as respostas automáticas, oferecer ao sistema nervoso novas possibilidades de escolha — e isso não acontece de forma imediata ou linear.
É uma prática de presença.
De construção de segurança interna.
De restabelecimento de vínculos com partes de si mesmo que foram esquecidas ou desacreditadas.
É nesse espaço que a verdadeira mudança começa:
quando o corpo sente que pode parar de sobreviver e, finalmente, começar a viver com inteireza.
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Encerramento – Um convite:
Se você tem se sentido estagnado, repetindo padrões mesmo após anos de reflexão, talvez não falte entendimento — mas um espaço seguro para vivenciar o que a mente já sabe.
A psicoterapia é esse espaço.
Presencialmente em Icaraí (Niterói) ou de forma online, posso te acompanhar nesse processo de reconexão, profundidade e reconstrução.
📍 Agende sua sessão pelo link do site ou entre em contato pelo WhatsApp.





















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